sábado, 21 de setembro de 2019

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose

 Negligência foi o motivo da morte de Antônio Marques*, de 29 anos, preso da Casa de Prisão Provisória (CPP), do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. É o que afirma Marta Alcântara*, esposa do detento que morreu no último dia 14 de abril, após contrair tuberculose no local. De acordo com a mulher, o reeducando apresentou os primeiros sintomas da doença há cerca de quatro meses. Febre, tosse, falta de ar, dor no peito e insuficiência urinária. No entanto, atesta ela, todas as vezes que o marido era levado para o Pronto-Socorro da unidade prisional, o diagnóstico era o mesmo: gripe.

 “Não fizeram nenhum exame e sempre afirmavam que ele estava gripado, que era frescura dele e que meu marido estava bem”, contou. Sem assistência necessária, Antônio apresentou piora no quadro clínico. Ao perceber a situação do esposo, Marta solicitou ao Ministério Público, no dia 29 de março, atendimento médico com especialista visto que o homem não obteve melhora dos sintomas durante tratamento oferecido pela unidade de saúde da CPP.

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose

 Apesar da solicitação, o detento não foi liberado. Conforme relatos da mulher, o promotor Marcelo Celestino fixou o prazo de 48h para respostas tanto sobre o estado de saúde do preso, quanto para encaminhamento para atendimento médico especializado. Novamente, conforme Marta, o pedido não foi atendido.

 Marta disse que ficou perplexa durante a última visita realizada ao marido, no dia 4 de abril. “Ele estava roxo, com febre alta, muita tosse. O estado de saúde dele era deplorável”, afirma. Ao se deparar com a situação, a mulher comunicou a advogada de defesa do esposo. “Pedi para ela ir lá para ver se conseguia a liberação médica. Somente no dia 11 de abril é que ela conseguiu a transferência dele para a unidade de saúde”.

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose

 Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Parque Flamboyant, o sofrimento vivenciado pela mulher e o marido foram semelhantes ao já ocorrido na cadeia. “Primeiro que nem fui comunicada sobre a transferência. Quando eu ligava na unidade prisional era comunicada que ele estava em saída médica. Se a advogada não tivesse me informado, a direção só iria me ligar para informar que ele havia morrido”, alega.

 Conforme Marta, ao chegar no local da internação, ela se deparou com mais descaso. “Ninguém me informava nada sobre o estado dele. Os agentes falavam que não poderia falar porque não tinham permissão”, diz. Contudo, apesar da proibição dos agentes, um médico da unidade informou que o marido da mulher apresentava quadro gravíssimo de tuberculose.

 Devido ao estado de saúde precário, o homem precisou de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Porém, por não conseguiu internação por falta de leito. “Eu tentei tirar ele de lá e colocar em uma rede particular, mas não deixaram. A situação foi essa: o estado não ajudou e eu não pude ajudar”, finaliza.

“Negligência da CPP matou meu marido”, diz esposa de detento morto com tuberculose

Da Redação

 Confira as principais notícias do Jornal Gazeta do Estado, jornal impresso com circulação nos Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Publicação de Edital de Protesto, Edital de Intimação, Edital de Notificação, Edital de Desmembramento, Edital de Retificação, Edital de Comunicação, Edital de Licitação, Edital de Pregão, Edital de Proclamas, Balanço e notícias de Goiás, Tocantins e Distrito Federal. O Jornal Gazeta do Estado possui Central de Distribuição em Goiânia, Brasília e Palmas. Acesse nosso site:

http://gazetadoestado.com.br