quarta, 21 de novembro de 2018

Mulher de 45 anos foi encontrada morta dentro de casa em Sobradinho 2

Mulher de 45 anos foi encontrada morta dentro de casa em Sobradinho 2
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Mulher de 45 anos foi encontrada morta dentro de casa em Sobradinho 2

Nesta segunda-feira (22/10), Lucileide dos Santos Carvalho, de 45 anos, levou um golpe de faca e o corpo foi encontrado pelo filho dela, no chão do quarto, no Setor de Mansões de Sobradinho 2, e encaminhado para análise do Instituto de Medicina Legal (IML). O caso está sendo investigado como feminicídio e o principal suspeito é o namorado da vítima.

De acordo com os vizinhos, a mulher e o namorado começaram uma discussão na noite deste domingo (21/10), que durou até o início da madrugada de segunda-feira (22), um pouco depois, o homem teria saído da casa.

Na tarde de segunda-feira, o filho recebeu uma ligação sobre o ocorrido e se deslocou até o local. "A porta estava trancada e tive que pular pela janela para ter noção do que ocorria. Quando entrei no quarto, o cômodo estava cheio de sangue", relata o homem, que não quis ser identificado. Ele acionou a Polícia Civil, que se direcionou até o endereço.  A 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho 2 está responsável pela investigação.

O casal estava junto há cerca de quatro meses e, em setembro, o suspeito foi preso por ter agredido Lucileide. Ele foi liberado após pagamento de fiança na audiência de custódia. A vítima recebeu medida protetiva e chegou a mudar de casa. Contudo, ela acabou reatando o relacionamento.

Violência contra a mulher 

Em Distrito Federal, foi registrado 22 ocorrências de feminicídio até setembro, superando o número total de casos em 2017. As ocorrências de agressões contra mulheres que não acabaram em morte também aumentaram.

No primeiro semestre, foram 7.169 registros enquadrados na Lei Maria da Penha. No mesmo período do ano passado, foram 7.029 casos. As três principais formas de ataque são a psicológica (69,3% dos registros), seguida de agressões físicas (52,1%) e violência patrimonial (11,24%).

De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública, aproximadamente 88% das mulheres foram vítimas dentro da própria residência e em 94% dos casos havia vínculo entre autor e vítima.

Com o objetivo de punir e, por conseguinte, coibir o crime, a Polícia Civil do DF adota desde o ano passado um tipo específico de protocolo para investigação de feminicídio. Assim que uma morte violenta de mulher é identificada, a ocorrência passa a ser tratada como feminicídio.

Caso no final das investigações for descartada a hipótese, o boletim de ocorrência é modificado e passa a ser tratado como homicídio. “O método veio para garantir que provas importantes em crimes de gênero sejam preservadas e as investigações fiquem cada vez mais qualificadas”, afirmou a corporação, em nota.