sexta, 15 de fevereiro de 2019

Líder de seita e avó de vítimas são indiciados por estupro de vulnerável, em Caiapônia

Líder de seita e avó de vítimas são indiciados por estupro de vulnerável, em Caiapônia
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Líder de seita e avó de vítimas são indiciados por estupro de vulnerável, em Caiapônia

 O líder de uma seita, de 42 anos, que foi preso suspeito de abusar de criançasdurante rituais, foi indiciado por dez crimes de estupro de vulnerável, em Caiapônia. Junto com ele, a avó das meninas, de 49 anos, também responderá pelo mesmo crime. Ambos foram detidos durante deflagração da Operação Anjo da Guarda 2.

 De acordo com o delegado à frente das investigações, Marlon Souza, o homem teria estuprado quatro meninas: de 3, 7, 10 e 13 anos. A criança mais velha teria sido abusada sete vezes seguidas. As investigações apontaram conjunção carnal nela e na outra criança, de 10 anos. Os abusos aconteciam na zona rural da cidade, onde eram realizados os rituais da seita.

 As meninas eram ameaçadas pela dupla e a avó as teria instruído a culparem o seu marido como autor dos abusos. O homem chegou a gravar um vídeo assumindo a autoria dos crimes, mas foi o delegado entendeu que ele foi induzido.

 “As declarações das vítimas foram congruentes para apontar a dinâmica do crime, a ameaça, a autoria, assim como a indução das mesmas a declararem que o marido da avó teria praticado os estupros”, destaca Marlon.

 O inquérito conta com 300 páginas foi remetido ao Judiciário. A dupla passou por audiência de custódia, na última segunda-feira (14), e a juíza da comarca decidiu em manter a prisão preventiva do casal. Eles estão presos na Cadeia Pública de Caiapônia.

Defesa

 O advogado da avó e do líder, Leonardo Couto Vilela, informou que os crimes aconteceram, mas não foram cometidos pelos clientes, o que estaria embasado pelo vídeo. E que o pedido do Habeas Corpus não foi feito. Confira a nota completa:

 Na tarde de ontem (15/01/2019), às 13h30min foi realizada a audiência de custódia dos indiciados, contudo, como já havia sido formalizado requerimento de revogação de prisão preventiva, a juíza optou por analisar com mais detalhe sobre os pedidos.
 
 Ainda não foi impetrado Habeas Corpus para o TJGO por duas questões: a primeira pelo fato que quem decretou a prisão da dupla foi um juiz plantonista (durante o recesso forense) e, portanto, a defesa achou interessante requerer para a juíza titular da Comarca, a qual, por sinal, irá julgar o processo. A segunda para se evitar a chamada “supressão de instância”.
 
 Quanto à matéria de mérito, a defesa crê que os abusos realmente aconteceram, todavia, os autores não são os indiciados. Tanto é verdade, que possui vídeo de terceira pessoa confessando as práticas ilícitas.
Operação 

 O caso veio à tona após a mãe de uma das meninas, que mora em Rio Verde, desconfiar do comportamento e da insistência da avó em levá-la para Caiapônia. Durante as investigações, foi comprovado que a avó oferecia as meninas como forma de “sacrifício” para enriquecimento financeiro. A suspeita é de que os abusos eram cometidos há cerca de cinco meses.

 Inicialmente, apenas três meninas (de 7, 10 e 13 anos) seriam vítimas. Após reportagens televisivas, uma menina de 3 anos entrou em pânico ao ouvir a voz do suspeito. A avó paterna da menina desconfiou do comportamento e a levou na delegacia, onde foi ouvida pelo delegado.

 A operação foi deflagrada no último dia 4, em conversa informal. O líder chegou a confessar os crimes e relatou que os praticavam quando estava sob domínio de entidades. Ele também teria agradecido pela prisão, pois “as entidades estavam exigindo sacrifícios cada vez maiores”. Porém, instruídos pelo advogado, o líder e a avó se mantiveram em silêncio durante as investigações.

 A mulher, avó das meninas, mantinha um relacionamento extraconjugal com o líder da seita. Na operação, foi apreendido um diário no qual continha os nomes das vítimas e toda a descrição dos abusos. Nomes de demais pessoas estavam citadas no diário, mas, segundo o delegado, os abusos eram cometidos apenas pelo líder.

Líder de seita e avó de vítimas são indiciados por estupro de vulnerável, em Caiapônia

 “Houve um confrontamento das oitivas das testemunhas e todas eles constataram que as crianças não participavam dos rituais. Ou seja, os abusos eram cometidos separadamente”, conta Marlon.

 O líder da seita, ainda ameaçou a se suicidar em carta escrita no último dia 6. O documento foi interceptado por agentes e, por segurança, ele foi transferido para uma cela isolada e longe de qualquer objeto que possa ajudar no suicídio.

Por: Mais Goiás

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