terça, 11 de agosto de 2020

Homem suspeito de emboscada que matou chefes do tráfico diz que é inocente e teme pela própria vida

Homem suspeito de emboscada que matou chefes do tráfico diz que é inocente e teme pela própria vida
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Homem suspeito de emboscada que matou chefes do tráfico diz que é inocente e teme pela própria vida

O piloto de helicóptero Felipe R. Morais, de 31 anos, preso suspeito de envolvimento na emboscada que levou à morte chefes do tráfico de drogas, diz que teme pela vida e não tem envolvimento com o crime. Ele foi localizado em um condomínio de luxo de Caldas Novas, no sul do estado de Goiás. O homem usava um documento falso com medo de ser localizado pela organização criminosa, segundo as investigações.

“Fui apenas contratado para fazer um voo de Fortaleza para São Paulo, não tenho ligação com facção e nem com o crime citado”, disse. Ao ser questionado se teme ser morto dentro do presídio, foi enfático: “muito”.

A Polícia Civil chegou até o suspeito durante outra investigação, que procurava um piloto desaparecido suspeito de tráfico de drogas. Porém, quando o prenderam, descobriram que ele tinha um mandado de prisão na Justiça do Ceará.

“Ele é um foragido da Justiça e, segundo ele, estava com medo de ser abordado por algum membro de alguma facção e ser morto”, disse o delegado Valdemir Pereira.

Felipe é suspeito de envolvimento na morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, Fabiano Alves de Souza, o Paca, considerados dois chefes de uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas do país. Os crimes aconteceram em fevereiro, no Ceará.

Depois da prisão, Felipe admitiu que trabalhava para um dos suspeitos do crime. Ele tem uma empresa de táxi aéreo e era contratado para fazer diversos voos, mas alega que não sabia de nenhuma atividade criminosa.

“[No dia do crime,] Eles pediram para os dois desembarcarem e eu só escutei os tiros. Falaram que se eu falasse alguma coisa, que eu morreria e minha família também morreria”, contou o suspeito.

Desde então, alega que tentou fugir e tentou se proteger da organização. “Eu tentei parar de trabalhar para eles, mas fui até torturado. Tenho até hoje as marcas no meu braço. Eles me falaram que ou eu colocava alguém no meu lugar ou ele me mataria”, disse.

Apesar de estar foragido, Felipe mantinha uma empresa de aluguel de aeronaves em Goiânia. Dos quatro helicópteros da empresa, dois estão proibidos de voar pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Um dos helicópteros da empresa em Goiânia, com matrícula PR-HDA, era pilotado por Felipe quando ele foi preso no Ceará em 2012 transportando 173 kg de pasta base de cocaína. Neste caso, o piloto foi condenado na 2ª instância, no mês passado, a seis anos e dois meses de prisão no regime semiaberto.

(G1)