terça, 25 de setembro de 2018

Homem é suspeito de matar a esposa e tentar enganar a polícia para parecer suicídio, diz delegada

Homem é suspeito de matar a esposa e tentar enganar a polícia para parecer suicídio, diz delegada
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Homem é suspeito de matar a esposa e tentar enganar a polícia para parecer suicídio, diz delegada

Um homem de 43 anos, suspeito de matar a esposa, também com 43 anos, tentou enganar a polícia ao forjar a cena do crime para que parecesse suicídio, de acordo com a delegada da Polícia Civil Sabrina Alexandrine.

Nelson Rogério Prado está preso no centro de triagem de Curitiba por tempo indeterminando desde quarta-feira (22/08), aguardando por uma transferêcia. Ele havia se apresentado para a polícia um dia depois do crime, ocorrido em 23 de julho.

Lesões

A professora Adriana Cristina Cazon dos Santos foi encontrada em casa, no bairro Atuba, ela estava em uma situação que, segundo a Polícia Civil, aparentava ser suicídio por enforcamento.

Contudo, indícios como duas lesões grandes na cabeça e sulcos no pescoço não indicavam suicídio por enforcamento, mas homicídio, conforme a perícia. Os sulcos eram compatíveis com estrangulamento, segundo a delegada.

Ao se apresentar na delegacia, Nelson Rogério foi preso, pois havia um mandado de prisão temporária contra ele.

De acordo com a delegada, a prisão em flagrante não foi possível, já que tinha se passado um dia do crime. Ela afirmou que o suspeito ficou calado durante o interrogatório.

Por meio de depoimentos de testemunhas e da análise do celular da vítima, a polícia constatou que o casal tinha brigado na manhã do dia do crime. O motivo seria uma suposta traição de Adriana.

Segundo as testemunhas, o suspeito é controlador, agressivo e ciumento. Inclusive, a professora queria se divorciar, mas, conforme a delegada, Nelson não aceitava.

A Policia também disse que o marido tentou estrangulhar a professora outras vezes, mas Adriana nunca registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) de violência doméstica contra ele.

O casal tem um filho de três anos. A polícia não soube dizer se a criança estava em casa no momento do crime e também não foi dito há quanto tempo eles eram casados.

A Polícia Civil informou que o suspeito foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e por razão de gênero – o que caracteriza feminicídio. Se condenado, a pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

Além disso, ainda de acordo com a polícia, Nelson Rogério pode responder por fraude processual devido ao fato de ter montado a cena do crime para confundir a investigação. A pena para esse crime é de três meses a dois anos de reclusão.