terça, 20 de novembro de 2018

Homem é preso após confessar ter matado adolescente asfixiada

Homem é preso após confessar ter matado adolescente asfixiada
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Homem é preso após confessar ter matado adolescente asfixiada

Na madrugada desta quarta-feira (31/10), a Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) prendeu Michel Flor da Silva, de 28 anos, que confessou ter matado a estudante Rayane Paulino Alves, de 16 anos.

De acordo com a polícia, o segurança confessou que matou a jovem após ter oferecido uma carona para ela. Para a polícia houve estupro, mas homem alega que relação sexual foi consensual e que depois a adolescente "surtou".

O corpo da jovem foi encontrado com um cadarço enrolado no pescoço no domingo (28/10), em Guararema, cidade do interior paulista. Familiares de Rayane reconheceram o corpo dela na segunda-feira (29/10).

Segundo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o agressor responderá à Justiça por homicídio qualificado e estupro.

A adolescente ficou desaparecida por oito dias, depois de sair de uma festa em um sítio no limite entre Mogi das Cruzes e Guararema. Rayane teria saído da festa e pegado carona com um motorista de aplicativo até a Rodoviária de Guararema.

Conforme a polícia, o motorista da primeira carona prestou depoimento dizendo ter deixado a jovem no local, onde ela pegaria um ônibus para Mogi.

De acordo com o delegado Rubens José Ângelo, Michel estava trabalhando na rodoviária como segurança e disse à polícia que viu Rayane sozinha e se ofereceu para levá-la até a casa dela.

"Michel confessa totalmente a prática do crime. Ele diz que encontrou Rayane no terminal rodoviário de Guararema e ela estava “meio cambaleando”. Em certo momento ela sentou em um banco naquela rodoviária", disse o delegado. "Ele perguntou se ela estava bem, ofereceu uma água e ela não aceitou, ofereceu a jaqueta para ela se esquentar e ela também não aceitou. Daí nesse momento ele oferece uma carona", continua o delegado. Porém, a jovem nunca chegou ao destino”.

Segundo o delegado, no depoimento, Michel - que é capoeirista - afirmou que Rayane havia dito que queria curtir a noite e que ele propôs que fossem até uma balada, em Jacareí, e por isso mudaram o rumo. "Eu não acredito nessa versão. Eu acredito que ele já tenha levado ela para estuprá-la", afirma Ângelo.

"No km 170 da Dutra, ele para às margens da rodovia e ali, segundo ele, ele tem uma relação carnal com ela", continua o delegado.

"Segundo a versão dele, que talvez seja isolada, ele disse que Rayane se arrependeu e teria dito o seguinte: 'olha o que você fez comigo, você me estuprou! Meu pai é polícia, ele vai te matar'. É uma versão dada pelo Michel, que é isolada. E, neste momento, Rayane teria dado um chute nele. E ele, seguidamente, aplicou um golpe mata-leão no pescoço de Rayane porque ele é lutador de artes marciais, capoeira, há mais de 12 anos, e ela desfaleceu", explica o delegado Ângelo.

O delegado acredita que a jovem foi violentada em Jacareí, onde o celular foi encontrado, perto de um lago.

A polícia descobriu ainda na semana passada que o aparelho tinha feito uma chamada para o 190, provavelmente para um pedido de socorro.

Ainda de acordo com a polícia, Michel afirmou que, depois, levou Rayane para a área de mata em Guararema, onde o corpo foi encontrado. Ali, ele disse que asfixiou a vítima usando um cadarço.

“Ele tem curso de primeiros socorros. Ele aferiu o pulso de Rayane, bem como a veia jugular do pescoço. Ela ainda estava viva. Ele vendo isso e temendo que fosse descoberto o estupro, ele pegou a bota de Rayane que estava no assoalho do banco de passageiro dianteiro, do lado de Rayane, pegou o cadarço, colocou em seu pescoço até matá-la.”

O delegado diz que Michel voltou a trabalhar normalmente no terminal após ter realizado o crime.

Imagens do ciclo de monitoramento de Guararema ajudaram na investigação. A polícia já estava com todas as provas contra Michel desde domingo, contudo o suspeito não foi preso antes por causa da legislação eleitoral.

Foi decretado pela Justiça a prisão temporária do segurança, que irá responder por homicídio quadruplamente qualificado, bem como o crime de estupro. "Existem quatro qualificadores: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, asfixia e ocultar a vantagem de outro crime, que seria o estupro", detalhou o delegado.

A mãe fez o reconhecimento no dia seguinte (29), no Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, com base na cor do esmalte e em uma tornozeleira que a jovem usava.

Foto: Divulgação/Facebook