sexta, 18 de outubro de 2019

19 integrantes de facção criminosa com filial no DF são presos pela Polícia Civil

19 integrantes de facção criminosa com filial no DF são presos pela Polícia Civil
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19 integrantes de facção criminosa com filial no DF são presos pela Polícia Civil

Na manhã desta quarta-feira (05/09), dezenove integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa com base em São Paulo (SP), foram presos na Região Metropolitana do Distrito Federal. A Polícia Civil do DF cumpriu 57 mandados de prisão e 49 mandados de busca e apreensão em Águas Lindas de Goiás (GO), Luziânia (GO), Santo Antônio do Descoberto (GO), em Curitiba (PR) e no município de Praia Grande (SP).

O grupo atuava dentro e fora de presídios do DF e cobrava mensalidades dos filiados em troca de proteção. A facção está presente em todo o Brasil e, segundo a polícia, há “células” (unidade local) na Espanha e no Paraguai.

Transações milionárias

Um advogado que transportava drogas para o PCC e outro, que transmitia recados entre os presos em regime fechado na Papuda, foram presos no DF. Outra prisão de destaque foi a de uma contadora em Praia Grande (SP), que ocupava um posto de chefia na facção e foi encontrada em casa. Ela revelou à polícia que a última operação de venda de drogas comandada por ela rendeu R$ 1,3 milhão.

A Polícia confiscou o notebook utilizado pela mulher nos últimos meses e acredita que elementos de prova como esse vão “proporcionar investigações futuras e a expansão para status ainda mais elevados”, como definiu o delegado, chefe da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (Cecor), Fernando César Costa.

A Policia Civil diz acompanhar a atuação do PCC no DF desde 2001 e acredita que os crimes tenham se intensificado com a proximidade da inauguração da Penitenciária Federal, adiada em março. “A facção instala toda uma estrutura de apoio em torno do presídio”, cita o delegado-chefe do Cecor, e ilustra que há inclusive construção ou compra de casas de apoio, onde familiares dos detentos ficam instalados.

Foto: Matheus Albanez/Jornal de Brasília.